sábado, 13 de agosto de 2005

Obras de Nazareth Pacheco




A primeira vez que visitei uma exposição de Nazareth Pacheco, na galeria Brito Cimino/SP, tive uma experiência multissensorial, uma espécie de lucidez corporal.
Os trabalhos de NP traduzem agonia e êxtase, objetos que falam de seu corpo que é o nosso corpo, afinal.
Segundo sua própria definição, suas obras discutem: "a alteridade do feminino na impossibilidade de nomeação de um real de um corpo que goza." Ou, como ela mesma diz, retratam "a vida como violência permanente. Diálogo mortal entre Eros e Tânatos."

23 comentários:

AluiZio Derizans disse...

Achei muito curiosos os materiais que ela usa.
Gostaria de saber mais sobre ela.

Nelson :-P disse...

Hmmm... coisa de intelectual.

Sandra Baldessin disse...

Nazareth é realmente inquietante, Aluízio. Ela trabalha com a idéia de que a consciência radical do corpo é afirmação da vida. O material é muito improvável, e, à princípio, choca, como por ex. uma instalação na qual ela utiliza espéculos de acrílico (como os modernos), e apenas um espéculo de aço (como os antigos); em outra instalação vc vê dezenas de dius - objetos que, de alguma forma dialogam com o universo feminino, e não deixam de ser, tb, objetos de tortura, de invasão... Eu estou escrevendo um ensaio sobre a artista, quando estiver pronto posso enviar para o seu mail, se interessar.
beso e obrigada pela visita

Sandra Baldessin disse...

acho que há várias leituras possíveis, Nel, e não apenas leituras academicistas; em relação ao balanço, que parece um objeto tão acolhedor, remetendo à infância, mas que surge com pregos, recusando a presença da criança, eu penso que tem a ver com a impossibilidade de retornar em segurança a qq fase anterior da vida, a lembrança nunca fala do vivido, mas de como vc o experimentou... é isso.
beso, amigo

Ana Paul disse...

Eu fui numa exposição dela e a conheci pessoalmente! Ela tem algumas deficiências físicas congênitas nos braços, nas pernas, num rosto muito belo. A obra dela é totalmente corporal, vi um vídeo chamado Gilete Azul sobre o trabalho dela, ela tem uma relação muito física com as suas criações.
Eu adoro essa mulher.

Sandra Baldessin disse...

é, quando estive na Galeria fui apresentada a ela por um conhecido comum. O vídeo eu não conheço, sabe onde poderia encontrá-lo? Justamente estou estudando essa relação entre corpo e criação, ou o fato do artista revelar-se em corpo e obra...
Eu tb adoro essa mulher.

Nelson :-P disse...

Tinha pensado num lance de memórias dolorosas.

Sandra Baldessin disse...

claro, isso tb... eu penso que quando o artista é fera, a obra se abre às leituras mais diversas e se deixa entender de acordo com a visão do olho que a lê...
besitos

AluiZio Derizans disse...

Claro que quero!!!

Por favor!!!

Sandra Baldessin disse...

pois não, querido.

XXXX YYYY disse...

gostei dessa!
especialmente..
super criativa!
;*

Sandra Baldessin disse...

Realmente, Marcela, esse trabalho produz um estranhamento, não?
Obrigada pela visita.

George Zix Zix disse...

Sandra é um prazer imenso poder ver o trabalho da NAZARETH PACHECO
citado aqui.......ela é a nossa FRIDA KAHLO/KALO.
O trabalho dela me é altamente inspirador, primeiro porque passa verdade,
transborda e pulsa vida, mesmo com dor porque nao poderia ser diferente, é vida pura e crua! Tenho comigo catalogo de uma individual dela aqui em SP ,antes dela ser selecionada para ir a Bienal de SP.
O trabalho dela é valorossissimo , pela intensidade, coragem e questionamento estetico.Parabens, me fez feliz.
beijo,
Zix

Sandra Baldessin disse...

Eu concordo inteiramente com vc Zix, Nazareth é uma referência para a arte brasileira contemporânea. Eu publiquei um conto aqui no multiply (journal) chamado Alicenógena, o qual escrevi após a visita à exposição, a personagem é construida em cima das sensações que a obra de Nazareth me provoca.
beso

Dulce Scalla disse...

Estava pesquisando sobre Nazareth Pacheco e cheguei aqui no seu Multiply.
Grata surpresa! Fiz um passeio delicioso!

Sandra Baldessin disse...

Obrigada, Scalla, fico feliz que tenha gostado. Volte sempre.

Andreia Rocha disse...

Andréia Rocha
Oi tudo bem? Sandra, sou estudante de Artes do Paraná e estou profundamente interessada no trabalho da Nazareth Pacheco, estou pesquisando para escrever um artigo para a faculdade, escolhi a Nazareth, bem na verdade acho que foi o trabalho dela que me escolheu, quando estive visitando a exposição Paralelas em 2006, tive uma sensação inexplicável diante do trabalho dela.Bem li em sua pagina que esta escrevendo sobre, poderia me ajudar nesse sentido? ficarei imensamente grata, afinal aqui temos acesso somente a internet, não existe nada palpável em materiais de pesquisa. agradeço a atenção, meu mail: red.rocha@hotmail.com

Obrigada!!

Sandra Baldessin disse...

Andréia, desculpe a demora da resposta, eu estive ausente do mult.
A minha abordagem da obra da nazareth pacheco guarda relação com o trabalho de Louise Bourgeois. Eu não sou crítica de arte, apenas estou fazendo um paralelo entre o trabalho da Nazareth e da Louise com o universo literário, esse sim, a minha praia.
Um abraço,.

Julianna Julianna disse...

Nice.

zezeflorita zeze disse...

é voce usa isso? é si voc e quere uma poradinha eu te do ..........beijo

zezeflorita zeze disse...

é vosso?voce gosta disso??? whouhouuuuuuuuuuu

Sandra Baldessin disse...

São obras de uma artista plástica brasileira, Nazareth Pacheco. Gosto muito do trabalho dela, sim.

André Feliciano Vascontim disse...

Essa obra representa o bonito, o feminino, algo delicado, mas com um toque de dor, representado pelas agulhas. Esse toque de dor pode ser interpretado pelo fato de Nazareth ter sofrido muito pelas suas "deficiências", no qual isso lhe causava muita dor. Isso por ser interpretado também na obra do vestido de lâminas por exemplo e etc.

Detalhe: Ver este balanço de perto é muito mais bonito e intrigante! Podem ter certeza.

André.